{"id":846,"date":"2022-01-01T00:02:53","date_gmt":"2022-01-01T03:02:53","guid":{"rendered":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/patronos\/aluisio-azevedo\/"},"modified":"2022-11-22T16:50:31","modified_gmt":"2022-11-22T19:50:31","slug":"aluisio-azevedo","status":"publish","type":"patronos","link":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/patronos\/aluisio-azevedo\/","title":{"rendered":"Alu\u00edsio Tancredo Gon\u00e7alves de Azevedo (Alu\u00edsio Azevedo)"},"content":{"rendered":"","protected":false},"featured_media":5610,"template":"","categories":[],"cat_patronos":[276,233],"class_list":["post-846","patronos","type-patronos","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","cat_patronos-276","cat_patronos-patrono"],"acf":{"cadeira":2,"naturalidade":"S\u00e3o Lu\u00eds - MA","data_de_nascimento:":"14 de abril de 1857","data_de_falecimento":"21 de janeiro de 1913","biografia":"Alu\u00edsio Tancredo Gon\u00e7alves de Azevedo nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, a 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, a 21 de janeiro de 1913. Era filho do comerciante portugu\u00eas Davi Gon\u00e7alves de Azevedo e de Em\u00edlia Branco. Aprendeu a ler e a escrever com os provectos mestres-escolas Raimundo Joaquim C\u00e9sar e Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Pires. Muito novo ainda, serviu de mar\u00e7ano no estabelecimento comercial de Davi Freire da Silva. Mas cedo recalcitrou da vassoura e do balc\u00e3o, e foi estudar desenho com o italiano Domingos Tribuzi. Confiado nas li\u00e7\u00f5es do mestre e no talento pr\u00f3prio, mudou-se para o Rio de Janeiro, come\u00e7ando a trabalhar na imprensa, como caricaturista, nos jornais <em>F\u00edgaro<\/em> e <em>Mequetrefe<\/em>. N\u00e3o foi muito feliz nessa primeira estada na Corte. Regressa ao Maranh\u00e3o e faz jornalismo na <em>A Flexa,<\/em> de Jo\u00e3o Afonso Nascimento, \u00f3timo desenhista. A cr\u00f4nica leve e \u00e1gil, risonha e ferina algumas vezes, principalmente contra o clero corrupto da \u00e9poca, que se entrincheirava n\u2019<em>A Civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>, seduz o nosso futuro romancista. Colabora n\u2019<em>O Pensador,<\/em> de Eduardo Ribeiro e na <em>Pacotilha<\/em>, de V\u00edtor Lobato. Publica o seu primeiro romance, <em>Uma l\u00e1grima de mulher, <\/em>que passa despercebido. O romance era fraco e excessivamente rom\u00e2ntico, ao gosto de Lamartine. Temperado pelas lutas encarni\u00e7adas que entreteve contra o clero, aleitado em Zola, rompe com a tradi\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica e nos d\u00e1, em 1881, esse belo livro que \u00e9 <em>O mulato. <\/em>Foi uma bomba de inopino lan\u00e7ada contra a sociedade maranhense de ent\u00e3o, conservadora, dada a beguinagens, negreira e atrasada. O livro era seivoso e realista. Introduzia em nossa literatura um elemento novo que estava \u00e0 margem: o povo mi\u00fado, e focalizava, sobretudo, a figura do mulato, ousadia para a \u00e9poca, insulto atirado \u00e0 face dos senhores todo-poderosos. O romance obteve um desses \u00eaxitos que hoje chamar\u00edamos de <em>best-seller<\/em>. Menos em certas camadas sociais da Prov\u00edncia, menos no seio dos padres corrompidos, libidinosos e amorais, que combatiam Alu\u00edsio pelas colunas d\u2019<em>A Civiliza\u00e7\u00e3o.<\/em> A partir da\u00ed a fama alteia o nosso romancista nos seus bra\u00e7os. Muda-se em definitivo para a Corte e passa a viver exclusivamente de literatura. Sucedem-se os romances, faz conto, fantasia e teatro, de parceria com o irm\u00e3o Artur Azevedo e outros. Mas o seu grande forte \u00e9 o romance de costumes, nos quais retrata a gente humilde dos sub\u00farbios ou dos bairros pobres do Rio de Janeiro com incr\u00edvel verossimilhan\u00e7a. Depois de intensa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, cansado das lutas da imprensa, sem maiores reivindica\u00e7\u00f5es art\u00edsticas a fazer, pois era um nome coroado pela fama e imortal, buscou Alu\u00edsio cargo digno que lhe facultasse compensadora remunera\u00e7\u00e3o e merecido descanso. E vegetou, \u00e9 bem o termo, na carreira consular, servindo sucessivamente em La Plata, Cardiff, N\u00e1poles, Vigo, Assun\u00e7\u00e3o e, como adido comercial, nas lega\u00e7\u00f5es do Brasil no Chile e na Argentina, onde faleceu. \u00c9 patrono, tamb\u00e9m, da Cadeira n\u00ba 3, da Academia Amazonense, fundada pelo maranhense Raul Azevedo. Na Academia Brasileira de Letras, de que \u00e9 um dos fundadores, criou a Cadeira de Bas\u00edlio da Gama.","bibliografia":"<ol id=\"\">\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Uma l\u00e1grima de mulher<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds, 1879.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">O mulato.<\/em> Maranh\u00e3o, 1881.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Mem\u00f3rias de um condenado.<\/em> Rio de Janeiro, 1882.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Mist\u00e9rios da Tijuca<\/em>. Rio de Janeiro, 1883.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Casa de pens\u00e3o.<\/em> Rio de Janeiro, 1884.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Filomena Borges.<\/em> Rio de Janeiro, 1884.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">O homem.<\/em> Rio de Janeiro, 1887.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">O Coruja.<\/em> Rio de Janeiro, 1889.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">O corti\u00e7o.<\/em> Rio de Janeiro, 1890.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">O esqueleto.<\/em> Rio de Janeiro, 1890.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">A mortalha de Alzira.<\/em> Rio de Janeiro, 1893.<\/li>\r\n \t<li id=\"\">L<em id=\"\">ivro de uma sogra<\/em>. Rio de Janeiro, 1895.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Os doidos,<\/em> com\u00e9dia, com Artur Azevedo. Rio de Janeiro, 1879.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Flor de lis,<\/em> opereta, com Artur Azevedo. Rio de Janeiro, 1882.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Casa de orates,<\/em> com\u00e9dia, com Artur Azevedo. Rio de janeiro, 1882.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">O mulato,<\/em> Rio de Janeiro, 1884.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Venenos que curam,<\/em> com\u00e9dia, com Em\u00edlio Rou\u00e8de. Rio de Janeiro, 1885.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">O caboclo<\/em>, drama, com Em\u00edlio Rou\u00e8de. Rio de Janeiro, 1886.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Fritzmarck,<\/em> revista, com Artur Azevedo. Rio de Janeiro, 1888.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">A rep\u00fablica<\/em>, revista, com Artur Azevedo. Rio de Janeiro, 1890.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Um caso de adult\u00e9rio,<\/em> com\u00e9dia, com B. Rou\u00e8de. Rio de Janeiro, 1891.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">Em flagrante,<\/em> com\u00e9dia, com B. Rou\u00e8de. Rio de Janeiro, 1891.<\/li>\r\n \t<li id=\"\"><em id=\"\">O touro negro,<\/em> cr\u00f4nicas. Rio de Janeiro.<\/li>\r\n<\/ol>\r\n<p id=\"\">Perderam-se, parece, uns manuscritos de um livro sobre o Jap\u00e3o.<\/p>\r\n\u200d","":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/patronos\/846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/patronos"}],"about":[{"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/patronos"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/patronos\/846\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5816,"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/patronos\/846\/revisions\/5816"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5610"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=846"},{"taxonomy":"cat_patronos","embeddable":true,"href":"https:\/\/academiamaranhense.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/cat_patronos?post=846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}